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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Natural Selection - Rez Abbasi Acoustic Quartet |Jazz|

Natural Selection  -  Rez Abbasi Acoustic Quartet   |Jazz|

Álbum de 2010 do guitarrista paquistanês Rez Abbasi, “Natural Selection” é um experimento entre as nuances do violão e do vibrafone.

Natural de Karachi, Paquistão, Rez Abbasi surgiu em New York nos anos 90, como um guitarrísta fusion, mostrando influências de Jim Hall e Pat Metheny.

A medida que a década avançava, os álbums de Abbasi, foram mostrando o músico se distanciar de suas influências e caminhar para um estilo cada vez mais próprio.


Com “Natural Selection” Abbasi procurou explorar as possibilidades entre os diálogos de um violão e um vibrafone, aqui comandado por Bill Ware (Jazz Passengers, Groove Collective). O resultado é uma onda sonora ímpar, que ambienta o brilhantismo técnico de Abbasi e seus parceiros.

Confira.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

To The One - John McLaughlin and The 4th Dimension |Jazz|


To The One  -  John McLaughlin and The 4th Dimension    |Jazz|
 
Inspiração, energia e virtuosismo sobram, no novo álbum do sexagenário mestre do electric jazz.


John McLaughlin não se cansa de prestar seus respeitos a sua maior influência musical, estamos falando de John Coltrane.
Desta vez, covers e reedições deram lugar a seis faixas autorais construídas a partir dos conceitos de Coltrane; algo como um bebop (devidamente modal) trajado de fusion.

Para tanto, o guitarrista optou por não assinar o projeto como um disco solo, mas sim como The 4th Dimension; banda formada por Mark Mondesir bateria, Gary Husband teclados e também bateria,  o camaronês  Etienne Mbappé no baixo e Sir McLaughlin na guitarra.


Impossível ressaltar essa ou aquela faixa. "To The One"  (ou Para Coltrane, se você preferir), é uma única onda sonora - dividida em seis perfeitamente não lapidadas faixas. A única ressalva vai para a faixa que fecha o álbum - em To The One, a banda revisita um clássico da Mahavishnu Orquestra e McLaughlin improvisa no sintetizador via sua guitarra midi - uma marca registrada de seus álbuns.

A banda, claro, é incrível. O mestre continua tocando com uma vivacidade que impressiona. Obrigatório, para músicos e fãs do estilo.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

The Best Of Django Reinhardt - Django Reinhardt |Jazz|


The Best Of Django Reinhardt  -  Django Reinhardt    |Jazz|

Uma excelente coletânea sobre a obra do mais influente guitarrista do mundo do jazz.


De origem belga, Jean Reinhardt ou apenas Django Reinhardt foi o primeiro nome europeu a se tornar referência no jazz.

Cigano, o rapaz cresceu em acampamentos ao redor de Paris, tocando banjo e violino, mais tarde passou para o violão. No ano de 1928, Django, aos dezoito anos de idade, foi seriamente ferido num incêndio que destruiu o vagão que dividia com sua esposa. Metade do corpo com queimaduras de primeiro e segundo graus não o incomodaram tanto como o fato de ter perdido o movimento de dois dedos da mão esquerda.



Django resolveu a questão de forma bastante simples - aprendeu a dominar o instrumento, de forma espantosa, com apenas dois dedos.
E foram esses dois dedos que revolucionaram a história da guitarra e do jazz.

Como cigano, Django Reinhardt era versado no estilo musical sincopado e dançante de sua cultura. Mas no período de recuperação de seu acidente, ele teve contato com gravações em 78rpm de Louis Armstrong. Quando finalmente voltou a ativa, Django já tinha bem claro o que prentendia.
Junto com o virtuoso e não menos famoso e influente violinista francês Stephane Grappelli ele aproveitou um convite do dono da boate Hot Club em paris e formaram o Quintet Of The Hot Club Of France.
Um grupo de contrabaixo, violino e três violões, sem bateria. Tinham mais ritmo do que uma escola de samba. Nascia o que ficou conhecido como Gypsy Jazz ou Jazz Manouche.

A grande revolução para a guitarra jazzística não se limitaria na técnica, fraseado e velocidade quase sobrenaturais de Django Reinhardt. Talvez o ponto mais importante naquele momento fosse o fato de uma banda poder ser dirigida por um guitarrista. Naquela era pré-amplificação, não havia como um sujeito por um violão para competir com uma sessão de metais ou até mesmo um saxofone que fosse. Guitarristas, no começo relegados ao fundo tocando bases surdas, agora davam um passo a frente e eram o centro da banda.

A eletricidade veio, Django a aceitou de bom grado, mas o que ele fez estava feito.

No álbum The Best Of Django Reinhardt, de 1996, a Blue Note generosamente organizou uma excelente coleção de dezoito faixas que mostram a arte de Reinhardt e do inseparável Grappelli.
Cartões de visita como Limehouse Blues, Minor Swing e Nuages estão presentes, misturadas com v ersões deliciosamente gypsy de I'll See You In My Dreams, Oh Lady Be Good e Old Man River.
A verdade é que aqui, não há faixa que não seja impressionante - eu disse impressionante. Principalmente quando você se lembra que o sujeito só tinha dois dedos bons.

Django Reinhardt foi único. Seu estilo é inebriante. Seu toque é assustador.

Viva Django !!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

The Complete Atomic Basie - Count Basie |Jazz|


The Complete Atomic Basie  -  Count Basie    |Jazz|

Registro histórico de um dos mestres da swing era.

Count Basie era um bandleader; um 'líder de banda', 'diretor de banda', ou simplesmente um . . .  maestro tosco.
Na lendária era do swing - manjada do público via caracterizações de época hollywoodianas - o bandleader era o cara que tocava o piano, ou às vezes um instrumento solista como o clarinete, e comandava uma orquestra de metais + um combo de jazz (baixo acústico, bateria, piano ou guitarra).


Para  simplificar; a orquestra estava para o bandleader, como o piano para um pianista. Seu instrumento era a banda e com ela, ele fazia o que queria.
Nesse metiê, Count Basie, foi mestre. E apesar de não ser compositor ou grande virtuoso no piano, Basie é pedra fundamental no jazz pela inventividade e destreza com que comandava sua orquestra.
O alto  quilate de talentos individuais dava ao diretor maior flexibilidade na hora de escrever seus arranjos e abrir espaços para improvisos. Assim, o trunfo de qualquer bandleader era seu escrutínio no recrutamento de músicos para seu grupo. 
Só nesta gravação, sob o estrábico olhar de Basie, estão Freddie Green (guitarra), Eddie "Lockjaw" Davis, (sax tenor) e Thad Jones (trompete), além do próprio Basie ao piano.
Lançado em 1994, pela Roulette Records, The Complete Atomic Basie traz para os dias atuais essa inspirada sessão gravada em 1957.

Faixas? - 'The Kid From The Red Bank', 'The Late Late Show' e 'Whirlybird' mostram a 'pegada' indefectível da batuta de Basie. Uma sutileza segura,    charmosa e spicy exala de 'Midnite Blue' e 'After Supper'.
'Teddy Toad' é uma excelente maneira de se notar o gênio de Count Basie na arte de dirigir uma banda.

The Complete Atomic Basie é um álbum que nos leva aos prateados anos das grandes orquestras e do swing. Uma era em que o termo jazz estava intrinsecamente ligado a dança. Um universo dentro do próprio jazz. Um tempo em que 'quente'  seria o adjetivo mais apropriado a nomes como Count Basie.

Swing it !

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Trance - Steve Kuhn |Jazz|



Trance  -  Steve Kuhn    |Jazz|

Um grande álbum para fãs do jazz-fusion

Um momento de grande inventividade e técnica apurada na profusa carreira deste pianista americano que já na adolescência dividiu o palco com nomes como  Coleman Hawkins, Chet Baker, Kenny Dorham e John Coltrane. 

Em "Trance", lançado originalmente em 1974, Kuhn mescla o jazz avant-gard  de Cecil Taylor com intenções de Olivier Messian e Luciano Berio. Tal alquimia ganha charme e caráter no contexto jazz fusion proposto pelo pianista.

Cruzar o jazz com a música clássica era coisa que Dave Brubeck e o Modern Jazz Quartet já haviam feito com maestria. Mas "Trance" não tem nada do cool e delicado third stream jazz eternizado pelos acima citados. O approach de Steve Kuhn é mais visceral - free jazz com música moderna.
A técnica pianística russa, adquirida por Kuhn em seus dias de estudante, tornam o resultado ainda mais intrigante.

Jack DeJohnette na bateria. Steve Swallow baixo.

Do começo ao fim - ousado, elegante e marcante. Um típico álbum da alemã ECM Records.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Electric Guitarist - John McLaughlin |Jazz|



Electric Guitarist  -  John McLaughlin    |Jazz|

Em 1979, McLaughlin resolveu que era hora de se reunir com os colegas que o apoiaram em seus, até então, 15 anos de carreira. O resultado foi uma obra-prima do jazz-rock fusion - e, se me permitem, o melhor álbum da carreira solo do guitarrista.


Essência do fusion. Inventividade acima do padrão, virtuosismo, timbres apaixonantes e marcantes e, sobretudo, beleza.
Os ingredientes de todo esse feitiço são . . .   Jack Bruce (Cream), Stanley Clarke e Chick Corea (Return To Forever), Billy Cobham, Jerry Goodman, Narada Michael Walden, Stu Goldberg (Mahavishnu Orchestra) e mais Jack de Johnette, Alyrio Lima, David Sanborn, Carlos Santana, Tony Williams entre outros.

Mas apesar de toda a absurda lista de convidados, quem tira o fôlego é o próprio John McLaughlin. O inglês, considerado mestre entre os mestres, está num momento de pura inspiração e em grande forma.

A belíssima New York On My Mind possui os ares da Mahavishnu Orchestra, o tema é inexplicavelmente belo. Friendship promove o encontro com Carlos Santana, outro tema de beleza impar. Every Tear From Every Eye lembra Miles Davis, eletricamente falando. Em Do You Hear The Voices You Left Behind ? o guitarrista paga seu tributo ao ídolo John Coltrane, a improvisação aqui é uma lição pra toda a vida - nesta faixa, McLaughlin mostra porque é considerado um dos maiores guitarristas que já habitaram a Terra.

Apesar de jazz, 'Electric Guitarrist' pode se tornar o seu disco de rock predileto, e ainda aguçar a curiosidade dos 'rockeiros' para o que o jazz é capaz de produzir.

Imperdível.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Live: A Fortnight In France - Patricia Barber |Jazz|



Live: A Fortnight In France -  Patricia Barber    |Jazz|

A pianista e cantora Patricia Barber é uma heroína que desde o começo de sua carreira é rechaçada por falta de rótulo. Isso mesmo, ninguém consegue 'enquadrá-la' sob algum estilo - e isso incomoda muita gente.

A razão é que Barber não é exatamente avant-garde, nem pop, nem blues, muito menos tradicional. Ela está lá no meio - e acaba sendo jazz. Que jazz ? - Não importa.

"Live: A Fortnight In France" é seu nono álbum. Registro da passagem de sua banda pelas cidades de Paris, Metz e La Rochelle, França. Uma banda de altíssimo nível, Eric Montzka na bateria, Michael Arnopol baixo acústico e o inventivo Neal Alger na guitarra.

O álbum tem uma sonoridade forte e brilhante, sem perder o caráter intimista de Barber. Canções elegantes, com o toque certo de sensualidade e muito espaço para experimentação, que é o forte da banda.

Pieces, Gotcha, Whiteworld e Dansons la Gigue mostram diversidade dentro de uma identidade e são o ponto alto do disco. Whitchcraft mostra a fluência da pianista Patricia Barber em um standart bem comportado.
Em uma versão de Norwegian Wood ela mostra seu respeito aos Beatles.

Virtuosismo técnico e criativo, uma bela voz e uma boa dose de coragem.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Jungle Tango – Jazz Mandolin Project |Jazz|



Jungle TangoJazz Mandolin Project   |Jazz|

Formada em 1993, pelo bandolinista Jamie Basefield, o Jazz Mandolin Project é uma banda com uma sonoridade única.
O foco central é, sem dúvida, o bandolim. Mas o instrumento é trabalhado de tal maneira que soa como algo mais – como um novo instrumento. O som é moderno; um jazz elegante, com estilo e ousadia.

“Jungle Tango” chama a atenção pela fusão extremamente equilibrada entre tango, electronica  e jazz. O mais bacana é que o electronica da equação, não depende de computadores ou sintetizadores. A maioria dos efeitos são produzidos pelo bandolim elétrico de Basefield.
O tango tem uma nova leitura com Jungle Tango e ganha ares de experimentação com Pointillism, Proust e Freddy. Oh Yeah é simples e perfeita.

É ouvir e viciar.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Time Out – The Dave Brubeck Quartet |Jazz|



Time OutThe Dave Brubeck Quartet |Jazz|


O jazz jamais seria o mesmo depois de “Time Out”. 

Este álbum de 1959 é a obra prima de Dave Brubeck e também do chamado third stream jazz – fusão do jazz com a música clássica.
O ponto que o torna tão singular é o ritmo. Num mundo dominado pelo 4/4 ou, no máximo, um 3/4, a turma de Brubeck resolve explorar as mais complexas divisões de tempo que puderam conceber. Em certos momentos chegam a ocorrer dois ritmos diferentes simultaneamente. Traduzindo para leigos – você vai sofrer para bater o pé junto com a música.

A complexidade rítmica somada ao charme natural do third stream faz de “Time Out” uma das gravações mais sofisticadas do jazz. O álbum é pura inteligência e bom gosto. E virtuosismo.

O piano de Dave Brubeck é o cérebro da banda, o sax de Paul Desmond é poesia. Eugene Wright, com seu contrabaixo, mantém o ponto de equilíbrio e o baterista Joe Morello merecia cachê dobrado. Genial
Blue Rondo à La Turk abre o CD e já dá uma idéia do que está por vir. Everybody’s Jumpin’ é a personificação da elegância e em Kathy’s Waltz, Brubeck cria um solo num ritmo diferente do resto da banda.
Ah,..... um hit :  Take Five.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Esperanza - Esperanza Spalding |Jazz|



Esperanza  - Esperanza Spalding  |Jazz|

Com vinte anos de idade, esta garota de Portland foi a mais jovem instrutora no Berklee College Of Music, de Boston e aos vinte e um já era disputada por nomes como Pat Metheny, Joe Lovano, Wayne Shorter e Stanley Clarke.
Mas seus dotes não se encerram no contrabaixo. Spalding é compositora e dona de uma voz como há muito tempo não se ouvia. Seu canto é limpo, aveludado e de um controle tonal raro.

"Esperanza" é seu segundo álbum. Lançado em 2008, o disco mostra por que ela impressionou tanta gente. Aqui, Esperanza compõe a maior parte do material, cuida de todos os arranjos - incluindo Ponta de Areia e Samba em Prelúdio, é produtora, canta divinamente em três línguas e de quebra, tira um suingue desgraçado em um instrumento que é quase duas vezes o seu tamanho.

A menina é um prodígio e o álbum também.


Aproveite e confira: 




Junjo - Esperanza Spalding

CD de 2006;
estréia da
contrabaixista/cantora

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Kind Of Blue - Miles Davis |Jazz|

Kind Of Blue  - Miles Davis  |Jazz|

Este já foi considerado o álbum definitivo de jazz . Não é para menos.
Marco do jazz. Um álbum que soa novo e excitante desde o seu lançamento, em 1959, e vai continuar a embasbacar  até o fim dos tempos.

Com "Kind Of Blue" Miles Davis puxa o freio, acalma os ânimos exaltados pelo  abuso técnico e extravagância do be-bop que ficava relegado aos connoisseurs. Aqui o jazz é calmo, reflexivo, cool e convidativo.

A banda é formada por  Jimmy Cobb - bateria, Paul Chambers - baixo, Cannonball Adderley - sax, John Coltrane - sax, Bill Evans - piano e Miles Davis - trumpete.