Bem-vindos ao tune-O-matic. Sintam-se a vontade para opinar, criticar e sugerir.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Transformer - Lou Reed |Rock|



Transformer  - Lou Reed  |Rock|


Segundo álbum solo do já consagrado líder do Velvet Unferground, banda de grande projeção na cena Nova Iorquina dos anos 60, apadrinhada por Andy Warhol.

Este álbum, de 1972, ditaria o som de Lou Reed pelos anos 70. Foi concebido como a entrada de Lou no Glam Rock, com a ajuda de ninguém menos que David Bowie e seu guitarrista Mick Ronson.

Apesar da tentativa, o som ainda está mais para a personalidade soturna e intimista de Lou Reed, do que para os excessos do Glam propriamente dito.
As idiossincrasias do estilo ficaram mais nas letras do compositor, acostumado a cantar o lado escuro das ruas de New York.

E é aí que mora o charme. Um glamour decadente. Lou Reed no seu melhor.
Além dos já citado, Bowie e Ronson,  Klaus Voormann também participa de "Transformer" como baixista.

Hits: Vicious, Satellite Of Love, Walk On The Wild Side.
Como nem só de hits vive o homem...... Make Up é a personificação da temática do álbum. Andy's Chest é muito boa, e não esqueçamos a melancólica Perfect Day.

A Menina Que Roubava Livros - Markus Zusak |Romance|



A Menina Que Roubava Livros  - Markus Zusak  |Romance|

Ainda que por razões sombrias e degradantes, poucos eventos históricos alimentam a literatura tanto quanto a Segunda Guerra Mundial. Pelo menos de cada três livros que me caem na mão, um se passa nesse período.

Mas esse vale a pena. A morte é a narradora da história. Fantástico, a própria morte conta a história pela sua visão singular e acompanha os passos de Lisa Meminger, uma órfã que tem um gosto peculiar . . .  roubar livros.

Boa leitura.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Peter Gabriel (Car) - Peter Gabriel |Rock|



Peter Gabriel (Car)  - Peter Gabriel  |Rock|

Quando Peter Gabriel resolveu abandonar o Genesis em 1977, o mundo do rock sofreu um pequeno choque. 

A banda, que tinha acabado de lançar o hoje antológico The Lamb Lies Down on Broadway, estava no auge e fora desfalcada de seu maior trunfo. 

Mas não era novidade nenhuma que o rock progressivo vinha sofrendo uma morte lenta e dolorosa. Gabriel parece ter enxergado o fato mais rápido que seus colegas.


Em "Peter Gabriel (Car)", o músico se desvia da pirotecnia que vinha sondando sua antiga banda e procura por um som mais direto, ainda que experimental.
Um experimentalismo mais polido, digamos.
Produzido por Bob Ezrin, o Midas dos anos 70, o álbum  conta com os guitarristas Steve Hunter, Dick Wagner e Robert Fripp e mais um time de comparsas como Phil Collins e Peter Hammil. O baixista ? - Tony Levin.

Além dos intrigantes vocais, Gabriel assume as flautas, teclados, percussões e a composição.
Faixas como Solsbury Hill e Here Comes The Flood se tornariam clássicos imediatos. Mas é com Moribund The Burgermeister, Slowburn e a maravilhosa Humdrum que Peter Gabriel mostra porque era hora de seguir carreira solo.


Ainda Estamos Vivos  - J.M.Simmel   |Romance|

J.M.Simmel, falecido aos 84 anos em janeiro de 2009, foi um escritor e jornalista austríaco, autor de clássicos como Nem Só de Caviar Vive o Homem e Ninguém é Uma Ilha.


O texto de Simmel é marcado por um ritmo coloquial, rápido e direto, que faz o leitor se sentir entre os personagens do livro. História, romance, aventura e humor formam as bases de Ainda Estamos Vivos.
Com sua escrita atraente e magnética, Johannes Mario Simmel descreve a ascenção de Jakob Formann, um ex-combatente roto e miserável, em um dos homens mais poderosos do mundo.

No dia de seu 45º aniversário, Jakob sofre um terrível acidente de carro e se vê pendurado num galho de árvore, momento em que repassa todos os fatos que o levariam até aquele preciso momento.

O tipo do livro que você economiza na leitura para que não acabe tão cedo.

Get Yer Ya-Ya's Out! - The Rolling Stones |Rock|


Get Yer Ya-Ya's Out!  - The Rolling Stones  |Rock|

Um dos melhores discos de rock de todos os tempos faz 40 anos de idade.

"Get Yer Ya-Ya's Out!" é o registro de duas noites no Madison Square Garden em 1969.

Os Stones tocavam nos E.U.A. pela primeira vez desde a morte do guitarrista Brian Jones, em 66. E a nova banda, agora com Mick Taylor na guitarra solo vinha com força total, força essa que renderia frutos antológicos em poucos anos.

O presente de aniversário é generoso, (para os Stones) e caro, (para nós).

3 CDs, 1 DVD, um livro de colecionador com 56 páginas, um card com a reprodução do cartaz original do show no Madison Square Garden e num número limitado de caixas, um código para baixar I`m Free (Live) para o game Guitar Hero.


O primeiro CD é a versão remasterizada do álbum original, o que, entre Jumpin' Jack Flash, Sympathy For The Devil e Honk Tonk Womem, inclui a versão mais Rolling Stones existente de Street Fighting Man. O segundo traz 5 músicas inéditas gravadas no mesmo show e o terceiro tem 12 dos artista que abriram os concertos, a citar. . . Ike & Tina Tuner e B.B.King, só.

O DVD tem cenas do show nas duas noites, cenas de backstage, filmagens no estúdio e a seção de fotos para a capa do disco.

O livro traz fotos inéditas e a resenha original publicada na revista Rolling Stone na época do show.

Eles não tem dó, não ?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Plans - Death Cab For Cutie |Pop-Rock|



Plans  - Death Cab For Cutie  |Pop-Rock|

Devo estar ficando louco, ou é a idade. . .  mas tenho a impressão de que, sorrateiramente, os bons tempos estão voltando.

Essa é a primeira coisa que vem a cabeça quando você dá play em "Plans" do Death Cab For Cutie de Bellingham, Washington.

Sem querer ser bairrista mas, a primeira surpresa é o fato de serem americanos; ou melhor, de não serem ingleses. Daí, o leitor tira suas próprias conclusões. 

Sem, exageros, este é um dos discos que eu levaria para a ilha deserta (se houvesse tomadas por lá).

Instrumentação simples e inteligente, sábio uso da tecnologia, composição honesta e bem trabalhada, melodia vocal, letras inspiradas e um baterista diferenciado.
Lançado em 2005, "Plans" pode te encher de orgulho se você curtir Beatles, Zombies, U2, Bob Dylan  e otras cositas mas.

Na linha de bandas como Oasis, Coldplay e o finado The Verve, o Death Cab geralmente é citado com Indie-Rock. O que no caso deles, é muito pouco. Seu horizonte é mais amplo, abrangente, mais livre e belo. 
Em "Plans", Marching Bands Of Manhanttan já dá o tom, do arranjo à letra, tudo é poesia. Você vai notar um toque de pós-punk anos 80, mas é de leve.

Todo o álbum é decente, mas What Sarah Said está além do que se espera. Fazia tempo que eu não ouvia uma dessas. Stable Song,  é digno de um David Gilmour. Como diria o Silvio....... é muito bom !?


Com "Plans" eu descobri uma das melhores bandas que pairam pelo ar. Outros discos merecem destaque, como "Transatlanticism" e "Narrow Stairs", mas dedicaremos matérias separadas a cada um.

Death Cab For Cutie,  p#*+  banda !

Introducing Dionne Bromfield - Dionne Bromfield |Soul|



Introducing Dionne Bromfield  - Dionne Bromfield  |Soul|

Enquanto esperamos Amy Whinehouse voltar de seu rehab com algo interessante (viva, por exemplo), ela solta no mercado o debut de sua protegida Dionne Bromfield.


Para quem tem 13 anos de idade, a menina canta muito. Soa bem próximo de uma diva com uma pegada experiente e uma voz. . .  grande.

O CD é bom. A produção segue os passos de "Back To Black" de Amy, mas sem alcançar a mesma força. 

De cara, nota-se que 'deram um tapa' para que o disco caísse no gosto e concorresse a alguns Grammys, o que não vai ser difícil.
Assim,  "Introducing. . . " é limpinho, comportado e na maior parte do tempo chega a merecer o selo de easy listening.
Pode apostar, a menina vai fazer barulho; tem talento, costa quente e por enquanto, é vexatoriamente comercial.

Apesar da canastrice promocional acima citada, há momentos que valem o esforço. 
Entre eles 'Tell Him' te leva aos bons tempos de Aretha Franklin, 5th Dimension e companhia. 'Mama Said' não abandona o clima sixties, mas traz a debutante para os dias modernos. 'Am I The Same Girl' tem o sabor do rhythm and blues funkeado dos anos 70, com muita propriedade.
Sem contar uma inusitada e surpreendente versão de 'My Boy Lollipop' , aquela, eternizada em 1964 pela jamaicana Millie Small.


Dionne Bromfield é um nome a ser lembrado. Voz, bom gosto, referências e talento ela tem. O que nos resta é torcer para que a herança da madrinha pare por aqui.