Bem-vindos ao tune-O-matic. Sintam-se a vontade para opinar, criticar e sugerir.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Band On The Run |Notícias|


Band On The Run    |Notícias|

Paul McCartney anunciou oficialmente sua quebra de contrato com a EMI. Ao assinar com a independente Concord Music Group, o ex-beatle declarou:
"Estou sempre procurando novas maneiras e oportunidades de levar minha música ao público e a Concord divide essa paixão comigo,"

O novo selo vai cuidar da distribuição de todo o material solo do cantor, incluíndo seus álbuns com a banda Wings, formada em parceria com sua falecida esposa Linda McCartney.
O material dos Beatles, continua com a EMI.

A parceria vai estrear em agosto com o re-lançamento do álbum de 1973 do Wings  -  'Band On The Run' (piadinha típica de Paul McCartney).
A nova versão deve vir com material extra, como faixas bônus e encarte elaborado.

É esperar pra ver.




 por: Alexandre H Calamari 
fonte: Uncut Magazine

One Take Radio Sessions - Mark Knofler |Pop-Rock|


One Take Radio Sessions  -  Mark Knofler    |Pop|

Nada de novo ou revolucionário. Nenhum grande hit. Longe de ser uma obra prima. Apenas 8 canções despretensiosas, intimistas, elegantes, cheias de alma e honestidade.

O escocês Mark Freuder Knofler, ou apenas Mark Knofler é um grande guitarrista que se tornou uma celebridade imediata quando, em 1978, estreou com sua banda Dire Straits.
Famoso pelos hits de sua banda, com sua voz nasalada e seu distinto toque na guitarra, Knofler, que sempre teve seus álbuns produzidos numa sonoridade pop-clichê, convida seus ouvintes a um novo caminho.

One Take Radio Sessions, lançado em junho de 2005, foi feito num momento em que o guitarrista ainda se recuperava de um quase fatal acidente de motocicleta, ocorrido havia um ano e meio.
É provável que a experiência tenha deixado o músico num estado contemplativo e reflexivo, e é isso que faz de One take Radio Sessions algo especial.
Trocando em miúdos, Mark Knofler revisita suas raízes. Blues e Country e um pouquinho do pop aqui e ali. Tudo muito bem amarrado.

Gravado ao vivo - em estúdio (todos tocando juntos, no ambiente controlado do estúdio) sem muitas adições ou reparos, o álbum soa rústico e real, como se você estivesse na sala entre os músicos. A banda, de primeira linha, conta com músicos do universo country como o guitarrista Richard Bennett (Johnny Cash, Billy Joel, George Strait, Neil Diamond, Steve Earle, entre outros) e o baixista Glenn Worf (Brenda Lee, Joan Baez, George Strait, Shania Twain, entre outros).

O universo intimista das sessões é o ambiente perfeito para que a guitarra de Mark Knofler soe como nunca. Nas mãos de Knofler, o instrumento urge sua voz rouca e espalha pelas canções um lamento que não pode ser traduzido em palavras. Convenhamos, isso é o que ele sempre fez de melhor, mas aqui - tudo parece mais . . .   real.
Song For Sonny Liston e Donegan`s Gone mostram o que Knofler deveria ter feito em toda sua carreira. The Trawlerman`s Man é mais próximo das famigeradas baladinhas do Dire Straits. Um discreto toque latino tempera Rudiger. Back To Tupelo também merece ser lembrada.

One Take Radio Sessions é um ótimo álbum, de um artista maduro. Certamente, vai encantar fãs de todos os estilos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Evil Woman - The Best Of Crow - Crow |Rock|


Evil Woman - The Best Of Crow  -  Crow    |Rock|

Coletãnea desta banda pouco conhecida; crua e rústica, mas que em sua curta existência deixou uma marca que influenciaria ícones como Black Sabbath, Deep Purple, Jeff Beck Group e outros.


O Crow, foi fundado em 1967 pelo vocalista David Wagner em Minneapolis U.S.A.. Além de David, a formação da banda contava com o guitarrista Dick Wiegand e seu irmão Larry Wiegand no baixo, Kink Middlemist no órgão e o notável baterista Harry Nehls.


A história da banda não difere de muitas outras que, apesar da comprovada competência, emplacou apenas um hit e se tornou financeiramente desinteressante para as sensíveis gravadoras.
O fato desse único hit Evil Woman ter surgido como cover no primeiro álbum do Black Sabbath fez muita gente prestar mais atenção nestes motoqueiros americanos. Mas o momento havia passado e a banda se dissolveu em 1972.

A coletãnea Evil Woman - The Best Of Crow não deixa dúvida de que apesar de injustiçados pela história, o Crow está entre o houve de melhor em sua época.
O som é hard-rock e blues-rock . Cru, honesto. Grande vocalista, grande banda. Rock, pra quem gosta.
A jóia Evil Woman abre o CD. Com Cottage Cheese e Slow Down, você percebe que os caras não estão pra brincadeira. Outros bons e influentes momentos são Time To Make a Turn, Busy Day, Don't Try To Lay, Yellow Dawg e uma meia-baladinha Mobile Blues.


Com o Crow não tem erro. Ouça. Alto.

terça-feira, 16 de março de 2010

Parsley, Sage, Rosemary and Thyme - Simon & Garfunkel |Folk|


Parsley, Sage, Rosemary and Thyme  -  Simon & Garfunkel    |Folk|



O terceiro álbum da dupla, o primeiro em que os dois tiveram controle total. Tal controle permitiu que os nova-iorquinos levassem o projeto à sua maneira, o que resultou numa verdadeira obra-prima.


Gravado e lançado em 1966, "Parsley, Sage, Rosemary and Thyme", não só distanciou Simon & Garfunkel do círculo de clones dos Beatles, Stones e Beach Boys, tão comuns na cena pop da época, como os tornou ícones imediatos daquela geração.

Um extenso currículo de bandas que vai de Yes à 10.000 Maniacs declaram que nasceram aos ares da dupla americana, com "Parsley, Sage, Rosemary and Thyme", tocando ao fundo.


O imediato clássico Scarborough Fair/Canticle abre o álbum sob uma inebriante brisa britânica medieval - um dos primeiros indícios do que viria a ser a tal world music ?
Patterns, Cloudy, Feelin' Groovy, The Dangling Conversation, uma coleção de canções que simplesmente fazem o mundo parecer um lugar melhor. Um toque country com Flowers Never Bend With The Rainfall , um dos maiores clássicos com Homeward Bound e a tocante, dolorosa e inspirada For Emily, Whenever I May Find Her.

Não seria nenhum exagero dizer que com este álbum, a dupla Simon & Garfunkel inconscientemente passou a receita do que seria chamado folk music dalí pra frente.

Uma obra de arte - com canções que você vai levar pro resto da vida.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Trance - Steve Kuhn |Jazz|



Trance  -  Steve Kuhn    |Jazz|

Um grande álbum para fãs do jazz-fusion

Um momento de grande inventividade e técnica apurada na profusa carreira deste pianista americano que já na adolescência dividiu o palco com nomes como  Coleman Hawkins, Chet Baker, Kenny Dorham e John Coltrane. 

Em "Trance", lançado originalmente em 1974, Kuhn mescla o jazz avant-gard  de Cecil Taylor com intenções de Olivier Messian e Luciano Berio. Tal alquimia ganha charme e caráter no contexto jazz fusion proposto pelo pianista.

Cruzar o jazz com a música clássica era coisa que Dave Brubeck e o Modern Jazz Quartet já haviam feito com maestria. Mas "Trance" não tem nada do cool e delicado third stream jazz eternizado pelos acima citados. O approach de Steve Kuhn é mais visceral - free jazz com música moderna.
A técnica pianística russa, adquirida por Kuhn em seus dias de estudante, tornam o resultado ainda mais intrigante.

Jack DeJohnette na bateria. Steve Swallow baixo.

Do começo ao fim - ousado, elegante e marcante. Um típico álbum da alemã ECM Records.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Santa's Jukebox |Matéria|




Santa's Jukebox                       |Matéria|

É Natal. Tempo de alegria. Tempo de meditação. Tempo de abrir nosso coração e, em nome do Menino Jesus, procurarmos o bem, a gentileza, a proximidade com aqueles que amamos.
Por isso mesmo, você não vai torturar ninguém com o famigerado "Harpa e a Cristandade" do Luis Bordon, vai ?
Também, não é decente você destratar seus convidados com a Simone profanando a memória de John Lenonn  com "Então é Natal".
Lembre-se; nesta noite, o único que tem que ficar de saco cheio é o Papai Noel.

Como o próprio Cristo nos ensinou, há salvação.

Então aqui vai umas dicas do que podemos desfrutar na noite mais bela do ano.


Para quem leva o Natal realmente a sério e o entende como um momento de reflexão espiritual, nada melhor do que. . .

O Messias         |George Frideric Handel|

Esta versão cristã da saga de Cristo foi escrita pelo alemão, naturalizado inglês G.F. Handel em 1741 e desde então é uma das mais populares obras corais de todos os tempos.
Para os amantes da música clássica, é audição obrigatória na época de Natal.
Existem muitas versões e edições, variando do regular ao milagroso.
Eu recomendo:
 


Handel - Messiah
London Symphony Orchestra   -   Sir Collin Davis



Handel - Messiah
Academy & Chours of St.Martin-In-The-Fields   -   Neville Marriner




Handel - Messiah
English Baroque Soloists   -   John Eliot Gardiner







Para os descolados mais tradicionais temos . . .

O cartunico . . .
A Charlie Brown Christmas: The Original Sound Track Recording Of The CBS Television Special
Vince Guaraldi Trio

 


O macio e elegante . . .
Oscar Peterson Christmas
Oscar Peterson




O dançante . . .
Let's Share Christmas
John Pizzarelli



E nenhum Natal está completo sem os clássicos absolutos . . .
 


Frank Sinatra Christmas Collection
Frank Sinatra



The Christmas Song
Nat King Cole








Para os malucos temos. . .


os virtuosos. . .
Merry Axemas & Merry Axemas vol.2
(Steve Vai, Jeff Beck, Joe Satriani, Eric Johnson, Alex Lifeson, Brian Setzer, etc, etc....)


e o histórico. . .
A Christmas Gift For You From Phil Spector
Phil Spector




Você ainda pode adicionar James Taylor, Andrea Bocelli, Neil Diamond, Petula Clark ou Doris Day. Mas aí,  já sai da minha 'alçada'. Então não respondo pelos últimos, fica por sua conta e risco.


Merry Xmas !




por: Alexandre H Calamari 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

The Beatles Stereo Box Set - The Beatles |Rock|




The Beatles Stereo Box Set  -  The Beatles    |Rock|



Não importa quão rico você seja; você não pode comprar a Catedral de Colônia, o Palácio de Versailles, Stonehenge, a Acrópole de Atenas ou a Estátua da Liberdade.


Basicamente, um dos poucos patrimônios da humanidade que você pode comprar é esta caixa com a coleção completa remasterizada dos Beatles.


Duas versões à sua escolha - O box em stereo e para os mais tradicionalistas, o box em mono.
 



São 16 discos. Todos os álbuns de estúdio + os Past Masters e um DVD com 13 mini-documentários, um para cada álbum.
Todos os CDs vem no formato digipack, com encartes ricos em informação e fotos raras.


Uma equipe de engenheiros passou quatro anos no lendário estúdio da EMI em Abbey Road dando às matrizes de todos álbuns um minucioso tratamento digital com uma combinação do que há de melhor em equipamentos de última geração e antigos gravadores e compressores valvulados. Como resultado, as já excelentes gravações dos anos 60 foram trazidas para o ultra-realismo da tecnologia atual.
Tudo temperado com inéditas conversas de estúdio entre os quatro músicos.

O pacote varia em torno dos US 200,00. No Brasil, por volta dos RS 1.000,00 (que palhaçada, não ?!)




Ou talvez, você é mais moderno e não se importa com encartes ou embalagens - então a sua solução é a Limited Edition USB Stick - uma pen drive de 16 giga contento os 14 álbuns remasterizados.




Corra !  Todos os 3 itens são limitados. A primeira tiragem das pen drives já se esgotou. É bom lembrar, já são caras agora; não queira imaginar quanto vai custar uma dessas daqui a algum tempo. Afinal, é Beatles, algo assim como um . . .                 . . . poço de petróleo.



Bom, dizer mais o que ? O dinheiro mais bem gasto da sua vida. É tudo o que você pode querer - até o próximo lançamento dos Beatles, é claro.