Bem-vindos ao tune-O-matic. Sintam-se a vontade para opinar, criticar e sugerir.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009



Ainda Estamos Vivos  - J.M.Simmel   |Romance|

J.M.Simmel, falecido aos 84 anos em janeiro de 2009, foi um escritor e jornalista austríaco, autor de clássicos como Nem Só de Caviar Vive o Homem e Ninguém é Uma Ilha.


O texto de Simmel é marcado por um ritmo coloquial, rápido e direto, que faz o leitor se sentir entre os personagens do livro. História, romance, aventura e humor formam as bases de Ainda Estamos Vivos.
Com sua escrita atraente e magnética, Johannes Mario Simmel descreve a ascenção de Jakob Formann, um ex-combatente roto e miserável, em um dos homens mais poderosos do mundo.

No dia de seu 45º aniversário, Jakob sofre um terrível acidente de carro e se vê pendurado num galho de árvore, momento em que repassa todos os fatos que o levariam até aquele preciso momento.

O tipo do livro que você economiza na leitura para que não acabe tão cedo.

Get Yer Ya-Ya's Out! - The Rolling Stones |Rock|


Get Yer Ya-Ya's Out!  - The Rolling Stones  |Rock|

Um dos melhores discos de rock de todos os tempos faz 40 anos de idade.

"Get Yer Ya-Ya's Out!" é o registro de duas noites no Madison Square Garden em 1969.

Os Stones tocavam nos E.U.A. pela primeira vez desde a morte do guitarrista Brian Jones, em 66. E a nova banda, agora com Mick Taylor na guitarra solo vinha com força total, força essa que renderia frutos antológicos em poucos anos.

O presente de aniversário é generoso, (para os Stones) e caro, (para nós).

3 CDs, 1 DVD, um livro de colecionador com 56 páginas, um card com a reprodução do cartaz original do show no Madison Square Garden e num número limitado de caixas, um código para baixar I`m Free (Live) para o game Guitar Hero.


O primeiro CD é a versão remasterizada do álbum original, o que, entre Jumpin' Jack Flash, Sympathy For The Devil e Honk Tonk Womem, inclui a versão mais Rolling Stones existente de Street Fighting Man. O segundo traz 5 músicas inéditas gravadas no mesmo show e o terceiro tem 12 dos artista que abriram os concertos, a citar. . . Ike & Tina Tuner e B.B.King, só.

O DVD tem cenas do show nas duas noites, cenas de backstage, filmagens no estúdio e a seção de fotos para a capa do disco.

O livro traz fotos inéditas e a resenha original publicada na revista Rolling Stone na época do show.

Eles não tem dó, não ?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Plans - Death Cab For Cutie |Pop-Rock|



Plans  - Death Cab For Cutie  |Pop-Rock|

Devo estar ficando louco, ou é a idade. . .  mas tenho a impressão de que, sorrateiramente, os bons tempos estão voltando.

Essa é a primeira coisa que vem a cabeça quando você dá play em "Plans" do Death Cab For Cutie de Bellingham, Washington.

Sem querer ser bairrista mas, a primeira surpresa é o fato de serem americanos; ou melhor, de não serem ingleses. Daí, o leitor tira suas próprias conclusões. 

Sem, exageros, este é um dos discos que eu levaria para a ilha deserta (se houvesse tomadas por lá).

Instrumentação simples e inteligente, sábio uso da tecnologia, composição honesta e bem trabalhada, melodia vocal, letras inspiradas e um baterista diferenciado.
Lançado em 2005, "Plans" pode te encher de orgulho se você curtir Beatles, Zombies, U2, Bob Dylan  e otras cositas mas.

Na linha de bandas como Oasis, Coldplay e o finado The Verve, o Death Cab geralmente é citado com Indie-Rock. O que no caso deles, é muito pouco. Seu horizonte é mais amplo, abrangente, mais livre e belo. 
Em "Plans", Marching Bands Of Manhanttan já dá o tom, do arranjo à letra, tudo é poesia. Você vai notar um toque de pós-punk anos 80, mas é de leve.

Todo o álbum é decente, mas What Sarah Said está além do que se espera. Fazia tempo que eu não ouvia uma dessas. Stable Song,  é digno de um David Gilmour. Como diria o Silvio....... é muito bom !?


Com "Plans" eu descobri uma das melhores bandas que pairam pelo ar. Outros discos merecem destaque, como "Transatlanticism" e "Narrow Stairs", mas dedicaremos matérias separadas a cada um.

Death Cab For Cutie,  p#*+  banda !

Introducing Dionne Bromfield - Dionne Bromfield |Soul|



Introducing Dionne Bromfield  - Dionne Bromfield  |Soul|

Enquanto esperamos Amy Whinehouse voltar de seu rehab com algo interessante (viva, por exemplo), ela solta no mercado o debut de sua protegida Dionne Bromfield.


Para quem tem 13 anos de idade, a menina canta muito. Soa bem próximo de uma diva com uma pegada experiente e uma voz. . .  grande.

O CD é bom. A produção segue os passos de "Back To Black" de Amy, mas sem alcançar a mesma força. 

De cara, nota-se que 'deram um tapa' para que o disco caísse no gosto e concorresse a alguns Grammys, o que não vai ser difícil.
Assim,  "Introducing. . . " é limpinho, comportado e na maior parte do tempo chega a merecer o selo de easy listening.
Pode apostar, a menina vai fazer barulho; tem talento, costa quente e por enquanto, é vexatoriamente comercial.

Apesar da canastrice promocional acima citada, há momentos que valem o esforço. 
Entre eles 'Tell Him' te leva aos bons tempos de Aretha Franklin, 5th Dimension e companhia. 'Mama Said' não abandona o clima sixties, mas traz a debutante para os dias modernos. 'Am I The Same Girl' tem o sabor do rhythm and blues funkeado dos anos 70, com muita propriedade.
Sem contar uma inusitada e surpreendente versão de 'My Boy Lollipop' , aquela, eternizada em 1964 pela jamaicana Millie Small.


Dionne Bromfield é um nome a ser lembrado. Voz, bom gosto, referências e talento ela tem. O que nos resta é torcer para que a herança da madrinha pare por aqui.

sábado, 31 de outubro de 2009

Horehound - The Dead Weather |Rock|



Horehound  - The Dead Weather  |Rock|

Dessa vez o mais talentoso e celebrado arroz de festa do rock atual acertou em cheio.

Temos que concordar, Jack White é um cara bacana. Tudo bem, ele sacia o mercado pop com seu bem sucedido White Stripes, mas também tem o Raconteurs, que não deixa de ser pop, mas é mais honesto a suas raízes.

Agora o novo passatempo do guitarrista Jack White é pilotar a bateria do Dead Weather. Banda formada por ele, Alison Mosshart (The Kills), Jack Lawrence (Ranconteurs) e Dean Fertita (Queens of Stone Age).
O som é garagem, total. Nada acabadinho, nada muito programado. Perfeito! 

No geral, "Horehound" é pesado e sombrio; e competente. Uma boa banda longe da pressão de suas célebres empresas mainstream.
É claro que é difícil fugir do comentário - 'parece banda antiga'. (Parece que a frase pegou, depois de tantos anos sob a doutrinação da ruindade.)
Através das 11 faixas, você vai lembrar de Led Zeppelin, Deep Purple, Dick Dale  e porque não dizer ? . . .   Blue Cheer.
Mesmo exalando os clássicos, o Dead Weather faz "Horehound" ser atual.

Rock cru, pra quem gosta.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Absolution - Muse |Rock|




Absolution  - Muse  |Rock|


Aproveito o lançamento do novo álbum do Muse, "The Resistence", o qual eu não recomendo, para lembrar de um outro que realmente tem algo a acrescentar.

Lançado em 2003, "Absolution" é o terceiro álbum de estúdio destes ingleses de Devon. A razão para eu não recomendar o novo álbum é a mesma pela qual eu recomendo este.
Se hoje o Muse passou soar como qualquer outra banda que andou enchendo a lata de euros nos últimos anos e tomou gostou pela mesmice pop; "Absolution" é o oposto.

Aqui você encontra três caras comprometidos em filtrar boas influências em algo que vale a pena parar para ouvir. A composição não se amarra em estilos ou modas. Sutileza, paulada, clima, viagem e pragmatismo - tudo na hora certa. O resultado geral é elegante e inteligente, porém ainda rústico e verdadeiro.

Compara-se muito o Muse ao Radiohead. Não nego que haja influência, mas, apesar de todo o hype, FM e VH1,  o Radiohead  (na minha humilde opinião) ainda não atingiu o refinamento artístico de "Absolution".

Ouçam.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Esperanza - Esperanza Spalding |Jazz|



Esperanza  - Esperanza Spalding  |Jazz|

Com vinte anos de idade, esta garota de Portland foi a mais jovem instrutora no Berklee College Of Music, de Boston e aos vinte e um já era disputada por nomes como Pat Metheny, Joe Lovano, Wayne Shorter e Stanley Clarke.
Mas seus dotes não se encerram no contrabaixo. Spalding é compositora e dona de uma voz como há muito tempo não se ouvia. Seu canto é limpo, aveludado e de um controle tonal raro.

"Esperanza" é seu segundo álbum. Lançado em 2008, o disco mostra por que ela impressionou tanta gente. Aqui, Esperanza compõe a maior parte do material, cuida de todos os arranjos - incluindo Ponta de Areia e Samba em Prelúdio, é produtora, canta divinamente em três línguas e de quebra, tira um suingue desgraçado em um instrumento que é quase duas vezes o seu tamanho.

A menina é um prodígio e o álbum também.


Aproveite e confira: 




Junjo - Esperanza Spalding

CD de 2006;
estréia da
contrabaixista/cantora