Bem-vindos ao tune-O-matic. Sintam-se a vontade para opinar, criticar e sugerir.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Mahabharata - Jean-Claude Carrière |Religiões|



O Mahabharata   -  Jean-Claude Carrière   |Religiões|

Principal obra da literatura sânscrita. Tido como o grande poema do mundo. Este texto é a fonte de todas as lendas e personagens mitológicos da cultura ocidental.

Numa tradução que respeite as proporções de língua e cultura, podemos entender Mahabharata como Grande História da Humanidade. E é exatamente este o seu peso, principalmente para os hindús.
A história é escrita pelo Deus Ganesha e contada pelo poeta Vyasa. O objetivo do texto é trazer a lei do universo para o coração do homem.
O texto original, é um poema de 100 mil estrofes divididas em 18 seções; se publicado na integra, formaria um tono equivalente a 15 bíblias.

Nesta adaptação de Jean-Claude Carrière, "O Mahabharata" está em forma de narrativa, o que o torna acessível para o resto de nós.

Independente de religião, crença ou gosto literário - leia este livro. É uma das mais antigas e belas histórias já escritas, e você não vai encontrar melhor maneira de desfrutá-la senão pelas palavras de Carrière.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sky Blue Sky - Wilco |Rock|



Sky Blue Sky - Wilco  |Rock|

Remetendo aos ares mais country de Neil Young e evidentemente Beatles, "Sky Blue Sky", de 2007, desde a capa é um dos álbuns mais inspirados dos últimos anos.

O Wilco geralmente acerta. A banda tem uma boa discografia, mas um tanto confusa. Hora puxando mais para um indie-rock fm, hora flertando com o country. CDs legais, mas nada espetacular, até "Sky Blue Sky".

Este parece ser o mais próximo que o Wilco chegou de ter sua própria identidade. Clima tranquilo, reflexivo. Muitas baladas, mas nenhum momento melado ou cafona. Do começo ao fim, altamente agradável.

A abertura com Either Way dá novamente aquela sensação de que os bom tempos estão voltando. A mesma impressão você vai ter com Side With The Seeds e Hate It Here. Vale ainda destacar Impossible Germany e Walken.

Lucy In The Sky In 3D |Notícias|

Lucy In The Sky In 3D                         |Notícias|



O diretor Robert Zemeckis (De Volta Para O Futuro I, II e III, Forrest Gump, Expresso Polar, Uma Cilada Para Roger Rabbit, etc. . . ) e a Disney se uniram para trazer para o século XXI a animação Yellow Submarine.

O projeto já está a todo vapor, e a única questão em aberto é se Ringo Starr e Paul McCartney farão ou não parte do remake.

O próprio Zemeckis disse a MTV  "Eu acho que Yellow Submarine é o exemplo perfeito de um filme que pode ser re-produzido no cinema digital e alcançar resultados  absolutamente além do espetacular".

O lançamento é previsto para 2012, o que vai coincidir com os Jogos Olímpicos de Londres. Um musical baseado no filme também apetece os anseios de Zemeckis.


por: Alexandre H Calamari 
fonte: Rolling Stone Magazine

Dom Quixote de La Mancha – Miguel de Cervantes |Literatura Clássica|



Dom Quixote de La ManchaMiguel de Cervantes |Literatura Clássica|


Um monumento da literatura universal em uma edição à sua altura.

Miguel de Cervantes, com maestria, cria a fábula do fidalgo que sucumbe ao fanatismo por livros de cavalaria e espana alguns parafusos. No fundo, uma ode a eterna luta entre a inteligência e a estupidez. Leitura obrigatória.

Um sem número de edições, boas e más, já foram lançadas. Mas o que faz desta uma edição tão especial é que em comemoração ao IV Centenário do livro, em 2005, a portuguesa Edições Dom Quixote resolveu unir o clássico de Cervantes à visão analítica, psiquiátrica, genial que Salvador Dali teve do cavaleiro anti-herói.


Numa apresentação luxuosa - capa dura e caixa - você vai poder desfrutar deste clássico imortal em grande estilo e ainda vai adicionar a sua coleção toda a série de ilustrações produzidas por Dalí sob a influência  da obra-prima de Cervantes.


Time Out – The Dave Brubeck Quartet |Jazz|



Time OutThe Dave Brubeck Quartet |Jazz|


O jazz jamais seria o mesmo depois de “Time Out”. 

Este álbum de 1959 é a obra prima de Dave Brubeck e também do chamado third stream jazz – fusão do jazz com a música clássica.
O ponto que o torna tão singular é o ritmo. Num mundo dominado pelo 4/4 ou, no máximo, um 3/4, a turma de Brubeck resolve explorar as mais complexas divisões de tempo que puderam conceber. Em certos momentos chegam a ocorrer dois ritmos diferentes simultaneamente. Traduzindo para leigos – você vai sofrer para bater o pé junto com a música.

A complexidade rítmica somada ao charme natural do third stream faz de “Time Out” uma das gravações mais sofisticadas do jazz. O álbum é pura inteligência e bom gosto. E virtuosismo.

O piano de Dave Brubeck é o cérebro da banda, o sax de Paul Desmond é poesia. Eugene Wright, com seu contrabaixo, mantém o ponto de equilíbrio e o baterista Joe Morello merecia cachê dobrado. Genial
Blue Rondo à La Turk abre o CD e já dá uma idéia do que está por vir. Everybody’s Jumpin’ é a personificação da elegância e em Kathy’s Waltz, Brubeck cria um solo num ritmo diferente do resto da banda.
Ah,..... um hit :  Take Five.

Idlewild South – The Allman Brothers Band |Rock|



Idlewild SouthThe Allman Brothers Band |Rock|


Naquela lista das pessoas que não deveriam morrer, eu sempre coloco Duane Allman. E quis o destino que ele fosse cedo demais. Mas foi o suficiente para que seu imensurável talento forjasse a identidade dessa que é uma das grandes bandas da história.

“Idlewild South” foi lançado em 1970, é o segundo álbum do Allman Brothers. Blues sulista, climas acústicos e canções simples e perfeitas. Isso, somado ao órgão e ao vocal marcante de Greg Allman e às guitarras de Dickey Betts e do gênio Duane Allman, é a fórmula de uma música que vai durar para sempre.

Revival já vale o investimento. Daí vem as viciantes Don’t Keep Me Wonderin’ e Midnight Rider. In Memory Of Elizabeth Reed é arte e Hoochie Coochie Man é uma das melhores versões que a própria já teve. Uma balada de alto nível em Please Call Home e altamente allmaniana Leave My Blues At Home.


É daqueles que você ouve até gastar. . . 

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

The Little Willies - The Little Willies |Country|



The Little Willies  - The Little Willies  |Country|

Nunca fui muito fã da Norah Jones, nem de country, mas esse CD eu tive que parar para ouvir.

O Little Willies, grupo formado por cinco amigos, não passa de um projeto paralelo à carreira solo de Jones. Mas periga ela ter feito o melhor disco de sua carreira justamente fora da mesma.

Em cima da influência de Hank Williams, Willie Nelson e Kris Kristofferson, a banda começou a tocar na brincadeira e acabou tendo seu único álbum lançado pela Blue Note.


O som é intimista. Uma banda de clube, tocando por prazer; mas uma Senhora banda. Norah Jones, não deixa a desejar - toca e canta muito bem, aliás os vocais merecem destaque. Mas quem rouba a cena são as guitarras, os caras sabem o que estão fazendo.

Ouça Tennesse Stud, I Gotta Get Drunk e  It's Not You It's Me ..... já valem o CD.