Bem-vindos ao tune-O-matic. Sintam-se a vontade para opinar, criticar e sugerir.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Trance - Steve Kuhn |Jazz|



Trance  -  Steve Kuhn    |Jazz|

Um grande álbum para fãs do jazz-fusion

Um momento de grande inventividade e técnica apurada na profusa carreira deste pianista americano que já na adolescência dividiu o palco com nomes como  Coleman Hawkins, Chet Baker, Kenny Dorham e John Coltrane. 

Em "Trance", lançado originalmente em 1974, Kuhn mescla o jazz avant-gard  de Cecil Taylor com intenções de Olivier Messian e Luciano Berio. Tal alquimia ganha charme e caráter no contexto jazz fusion proposto pelo pianista.

Cruzar o jazz com a música clássica era coisa que Dave Brubeck e o Modern Jazz Quartet já haviam feito com maestria. Mas "Trance" não tem nada do cool e delicado third stream jazz eternizado pelos acima citados. O approach de Steve Kuhn é mais visceral - free jazz com música moderna.
A técnica pianística russa, adquirida por Kuhn em seus dias de estudante, tornam o resultado ainda mais intrigante.

Jack DeJohnette na bateria. Steve Swallow baixo.

Do começo ao fim - ousado, elegante e marcante. Um típico álbum da alemã ECM Records.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Santa's Jukebox |Matéria|




Santa's Jukebox                       |Matéria|

É Natal. Tempo de alegria. Tempo de meditação. Tempo de abrir nosso coração e, em nome do Menino Jesus, procurarmos o bem, a gentileza, a proximidade com aqueles que amamos.
Por isso mesmo, você não vai torturar ninguém com o famigerado "Harpa e a Cristandade" do Luis Bordon, vai ?
Também, não é decente você destratar seus convidados com a Simone profanando a memória de John Lenonn  com "Então é Natal".
Lembre-se; nesta noite, o único que tem que ficar de saco cheio é o Papai Noel.

Como o próprio Cristo nos ensinou, há salvação.

Então aqui vai umas dicas do que podemos desfrutar na noite mais bela do ano.


Para quem leva o Natal realmente a sério e o entende como um momento de reflexão espiritual, nada melhor do que. . .

O Messias         |George Frideric Handel|

Esta versão cristã da saga de Cristo foi escrita pelo alemão, naturalizado inglês G.F. Handel em 1741 e desde então é uma das mais populares obras corais de todos os tempos.
Para os amantes da música clássica, é audição obrigatória na época de Natal.
Existem muitas versões e edições, variando do regular ao milagroso.
Eu recomendo:
 


Handel - Messiah
London Symphony Orchestra   -   Sir Collin Davis



Handel - Messiah
Academy & Chours of St.Martin-In-The-Fields   -   Neville Marriner




Handel - Messiah
English Baroque Soloists   -   John Eliot Gardiner







Para os descolados mais tradicionais temos . . .

O cartunico . . .
A Charlie Brown Christmas: The Original Sound Track Recording Of The CBS Television Special
Vince Guaraldi Trio

 


O macio e elegante . . .
Oscar Peterson Christmas
Oscar Peterson




O dançante . . .
Let's Share Christmas
John Pizzarelli



E nenhum Natal está completo sem os clássicos absolutos . . .
 


Frank Sinatra Christmas Collection
Frank Sinatra



The Christmas Song
Nat King Cole








Para os malucos temos. . .


os virtuosos. . .
Merry Axemas & Merry Axemas vol.2
(Steve Vai, Jeff Beck, Joe Satriani, Eric Johnson, Alex Lifeson, Brian Setzer, etc, etc....)


e o histórico. . .
A Christmas Gift For You From Phil Spector
Phil Spector




Você ainda pode adicionar James Taylor, Andrea Bocelli, Neil Diamond, Petula Clark ou Doris Day. Mas aí,  já sai da minha 'alçada'. Então não respondo pelos últimos, fica por sua conta e risco.


Merry Xmas !




por: Alexandre H Calamari 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

The Beatles Stereo Box Set - The Beatles |Rock|




The Beatles Stereo Box Set  -  The Beatles    |Rock|



Não importa quão rico você seja; você não pode comprar a Catedral de Colônia, o Palácio de Versailles, Stonehenge, a Acrópole de Atenas ou a Estátua da Liberdade.


Basicamente, um dos poucos patrimônios da humanidade que você pode comprar é esta caixa com a coleção completa remasterizada dos Beatles.


Duas versões à sua escolha - O box em stereo e para os mais tradicionalistas, o box em mono.
 



São 16 discos. Todos os álbuns de estúdio + os Past Masters e um DVD com 13 mini-documentários, um para cada álbum.
Todos os CDs vem no formato digipack, com encartes ricos em informação e fotos raras.


Uma equipe de engenheiros passou quatro anos no lendário estúdio da EMI em Abbey Road dando às matrizes de todos álbuns um minucioso tratamento digital com uma combinação do que há de melhor em equipamentos de última geração e antigos gravadores e compressores valvulados. Como resultado, as já excelentes gravações dos anos 60 foram trazidas para o ultra-realismo da tecnologia atual.
Tudo temperado com inéditas conversas de estúdio entre os quatro músicos.

O pacote varia em torno dos US 200,00. No Brasil, por volta dos RS 1.000,00 (que palhaçada, não ?!)




Ou talvez, você é mais moderno e não se importa com encartes ou embalagens - então a sua solução é a Limited Edition USB Stick - uma pen drive de 16 giga contento os 14 álbuns remasterizados.




Corra !  Todos os 3 itens são limitados. A primeira tiragem das pen drives já se esgotou. É bom lembrar, já são caras agora; não queira imaginar quanto vai custar uma dessas daqui a algum tempo. Afinal, é Beatles, algo assim como um . . .                 . . . poço de petróleo.



Bom, dizer mais o que ? O dinheiro mais bem gasto da sua vida. É tudo o que você pode querer - até o próximo lançamento dos Beatles, é claro.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Electric Guitarist - John McLaughlin |Jazz|



Electric Guitarist  -  John McLaughlin    |Jazz|

Em 1979, McLaughlin resolveu que era hora de se reunir com os colegas que o apoiaram em seus, até então, 15 anos de carreira. O resultado foi uma obra-prima do jazz-rock fusion - e, se me permitem, o melhor álbum da carreira solo do guitarrista.


Essência do fusion. Inventividade acima do padrão, virtuosismo, timbres apaixonantes e marcantes e, sobretudo, beleza.
Os ingredientes de todo esse feitiço são . . .   Jack Bruce (Cream), Stanley Clarke e Chick Corea (Return To Forever), Billy Cobham, Jerry Goodman, Narada Michael Walden, Stu Goldberg (Mahavishnu Orchestra) e mais Jack de Johnette, Alyrio Lima, David Sanborn, Carlos Santana, Tony Williams entre outros.

Mas apesar de toda a absurda lista de convidados, quem tira o fôlego é o próprio John McLaughlin. O inglês, considerado mestre entre os mestres, está num momento de pura inspiração e em grande forma.

A belíssima New York On My Mind possui os ares da Mahavishnu Orchestra, o tema é inexplicavelmente belo. Friendship promove o encontro com Carlos Santana, outro tema de beleza impar. Every Tear From Every Eye lembra Miles Davis, eletricamente falando. Em Do You Hear The Voices You Left Behind ? o guitarrista paga seu tributo ao ídolo John Coltrane, a improvisação aqui é uma lição pra toda a vida - nesta faixa, McLaughlin mostra porque é considerado um dos maiores guitarristas que já habitaram a Terra.

Apesar de jazz, 'Electric Guitarrist' pode se tornar o seu disco de rock predileto, e ainda aguçar a curiosidade dos 'rockeiros' para o que o jazz é capaz de produzir.

Imperdível.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

John Mayall & The Blues Breakers With Eric Clapton - John Mayall & The Blues Breakers |Blues|



John Mayall & The Blues Breakers With Eric Clapton -  John Mayall & The Blues Breakers    |Blues|

Ao lançar este álbum, em 1966, o inglês John Mayall já era um messias para os garotos britânicos vidrados em blues.

Também nessa época Eric Clapton já era um ídolo nas terras da rainha. O guitarrista havia alcançado seu ligeiro estrelato como guitarrista da banda The Yardbirds uma 'boy band' inglesa baseada no rhythm & blues americano.

Clapton, garoto, estava longe da personalidade que o levaria a se tornar um popstar com Bad Love, Change The World e outros hits da fm. Nesses tempos, o jovem Eric era um aprendiz de blues; devotado, com uma dedicação monástica. As virtudes do rapaz o fizeram entrar em conflito com a direção pop que os Yardbirds planejavam trilhar. Assim, disponível e convicto de seu ideal, Eric foi parar na banda de John Mayall.

Oficialmente, o álbum é de Mayall. Mas além do vocal do líder, a única coisa que se ouve é a prematura genialidade de Clapton.

Eu considero esse um dos álbuns mais importantes da história. O acontece entre suas doze faixas foi a semente para tudo o que viria depois.  Para se ter uma ligeira idéia, muito do fizeram os Beatles e os Stones após 1966, foi diretamente influenciado por este álbum - se estes dois foram afetados, imaginem os outros.

Citar uma ou outra faixa desse disco seria um sacrilégio. Tudo aqui é de primeira, tudo acrescenta. Mas para não perder o costume, vou salientar All Your Love, Little Girl, Steppin` Out e Double Crossing Time.

Um clássico dos clássicos. Cartilha para os guitarristas.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Outras Faces |Notícias|


Outras Faces              |Notícias|



Os sobreviventes da banda inglesa Faces se preparam para uma comeback tour em 2010.

Desde 1998, Ron Wood, Kenney Jones e Ian McLagan vêm tentando reformar a banda para uma nova empreitada. O único impecílio era o vocalista Rod Stewart resolver se ia ou não dar um tempo em sua lucrativa carreira de mela-cueca para voltar à sua banda original.

Finalmente, Roderick declinou o convite, o que liberou o resto do Faces para buscar um novo vocalista; que encontraram em Michael Hucknall (Simply Red).


"Se não fizermos isso logo, um de nós vai empacotar," diz McLagan. "Estamos há muito tempo esperando por Rod dizer sim; agora ele vêm e diz não. Ele está ocupado com outra merda. Então nós vamos fazer.

Rod / Red, é capaz de dar certo. Enquanto isso nos resta esperar e torcer para que o Faces dê as caras em nossas cidades.

por: Alexandre H Calamari 
fonte: Rolling Stone Magazine

Live: A Fortnight In France - Patricia Barber |Jazz|



Live: A Fortnight In France -  Patricia Barber    |Jazz|

A pianista e cantora Patricia Barber é uma heroína que desde o começo de sua carreira é rechaçada por falta de rótulo. Isso mesmo, ninguém consegue 'enquadrá-la' sob algum estilo - e isso incomoda muita gente.

A razão é que Barber não é exatamente avant-garde, nem pop, nem blues, muito menos tradicional. Ela está lá no meio - e acaba sendo jazz. Que jazz ? - Não importa.

"Live: A Fortnight In France" é seu nono álbum. Registro da passagem de sua banda pelas cidades de Paris, Metz e La Rochelle, França. Uma banda de altíssimo nível, Eric Montzka na bateria, Michael Arnopol baixo acústico e o inventivo Neal Alger na guitarra.

O álbum tem uma sonoridade forte e brilhante, sem perder o caráter intimista de Barber. Canções elegantes, com o toque certo de sensualidade e muito espaço para experimentação, que é o forte da banda.

Pieces, Gotcha, Whiteworld e Dansons la Gigue mostram diversidade dentro de uma identidade e são o ponto alto do disco. Whitchcraft mostra a fluência da pianista Patricia Barber em um standart bem comportado.
Em uma versão de Norwegian Wood ela mostra seu respeito aos Beatles.

Virtuosismo técnico e criativo, uma bela voz e uma boa dose de coragem.